domingo, 21 de agosto de 2011

O reencontro de velhos amigos...

É com muita satisfação que se reencontram velhos amigos. É também com muita satisfação que se percebe que não perderam o "bichinho" do Karate e é também com muita satisfação que vemos que a técnica não se perdeu.  
Neste período de férias tenho dado treinos de cintos Negros à 4ª Feira. Porquê à quarta-feira? Pela mesma razão que a maioria dos restaurantes servem cozido nesse dia - porque sim!
Então, nesse dia, convido os cintos negros a participarem neste treino e até tenho tido "casa cheia" tendo em conta que a "casa" é o Hoshin-Do, um Dojo de pequenas dimensões.
Tenho tido a participação não só dos "meus" cintos negros, como de alguns de outros Dojos o que muito me satisfaz.
Convidei também um karateka da velha guarda com o qual troco alguns e-mails mas que, por força das contingências da vida pessoal e profissional, não tem sido possível o encontro físico.
Foi com muita alegria que recebi a sua visita nos dois ultimos treinos.
Estou a falar do Sensei Fernando Santos, 3º Dan, que era uma das referências em termos técnicos no Clube Atlético de Queluz onde treinámos juntos nas décadas de 80 e 90.
O Fernando era já um graduado quando me iniciei no Goju-Ryu e um dos melhores. Pessoa afável e amiga de ajudar foi um dos graduados com que mais me identifiquei pela sua postura e qualidade de treino.
Temos podido partilhar recordações mas também novos conceitos de treino o que tem sido fantástico.
É sempre bom revermos os bons amigos e, neste caso, particularmente bom podermos treinar em conjunto num ambiente descontraído onde a amizade e a partilha são as notas dominantes.
Dizia um amigo meu há tempos em conversa que o Karate era uma "doença" para a qual não existe vacina. 
É bem verdade...

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A mediocridade que tolda a visão...

De vez em quando faço um "passeio" pelo Youtube na pesquisa de outras escolas de karate e de outras visões da nossa arte. É assombroso o número e a diversidade de vídeos e isto sem saír da pesquisa Goju-Ryu. Assim que entramos na pesquisa por karate, como é evidente, a coisa transborda.
Num desse passeios encontrei um 5º Dan que executava Seiyunchin. À parte do kiai que ele executava no empi-uchi em vez de o executar nos age-tsukis (segundo a nossa escola), a kata estava muito bem executada, bom kime, boa forma (algumas diferenças da "nossa" Seiyunchin, mas nada de relevo).
Dei-me ao trabalho de ler alguns comentários feitos ao vídeo e fiquei abismado com o "fanatismo" de alguns supostos mestres na análise ao mesmo. Desde incompetente a aldrabão, tudo chamaram ao senhor apenas porque a kata demonstrada não era igual à sua.
A maior parte destes comentários depreciativos veio dos Estados Unidos o que não me surpreende, tendo em conta o "achincalhamento" que algumas ditas escolas americanas fazem ao Karate.
Dizia um "artista" num dos comentários que "o autor devia ter vergonha de chamar aquilo Goju-Ryu porque em nada se assemelhava às katas originais (será que o sujeito estava lá quando as katas foram ensinadas pelo Sensei Chojun miyagi??). Outro dizia que o nível técnico da execução era semelhante ao de um iniciado e que não devia ter sido colocado na net um vídeo com tão "fraca qualidade", enfim... um chorrilho de ofensas e ataques que me deixou boquiaberto. Era para visionar mais alguns vídeos mas não consegui deixar de ler todos os comentários. Pelo meio apareciam alguns comentários que referiam a kata como muito boa tecnicamente, com diferenças de algumas escolas mas diferenças que, ao invés de adulterarem a kata, lhe davam um significado diferente em alguns pontos, mas válidos.
Um dos comentários era de um senhor que dizia der 6º Dan de Goju-Ryu e que postou o comentário seguinte: "tomara eu que os meus alunos todos executassem Seiyunchin assim."
Consegue-se imaginar as mentalidades obtusas daqueles que se deram a "ares" de grandes mestres criticando sem ver a sério, sem observar, detendo-se em pormenores que, por diferirem da sua execução, não é garantia de estarem errados.
Alguns dos comentadores limitaram-se a seguir a linha de estupidez dos primeiros por comodismo, associando-se de imediato à crítica destrutiva, talvez para desviar as atenções da sua própria mediocridade.
Durante o Summer Gasshuku da GKI todos vimos diferentes abordagens do Goju-Ryu. Provavelmente não nos identificamos com algumas delas, mas estão erradas por isso? Em conversa com o Sensei Arnold de Beer confidenciava-me ele que, nos exames de graduação não iriam ser rigorosos com algumas diferenças que esperavam ver desde que fossem válidas e desde que não adulterassem a finalidade expressa na kata. Vimos execuções de Katas e Bunkai completamente diferentes umas das outras. Algumas bem executadas e outras não - mas isso sim, é que é avaliado.
A quantidade de "comentadores de mentalidade limitada" que existe é assombrosa. Felizmente que, pelo meio, aparecem aqueles que realmente sabem observar e assimilar as diferenças como uma coisa saudável e que dá ao karate a sua dinâmica, tornando-o numa coisa viva.

Yudansha Geiko


A Kaizen Karate Portugal vai organizar um Retiro de Cintos Negros a ser levado a cabo nos dias 8 e 9 de Outubro, no SportHotel da Golegã.
A orientação deste evento estará a cargo so Sensei Aivaras Engelaitis, um 5º Dan da Lituânia, e ligado à escola goju Jundokan So-Hombu. Este Sensei é considerado por muitos como o melhor aluno europeu do Sensei Masaji Taira - 8º Dan.

Por ser um evento da maior importância e uma oportunidade para "alargar horizontes" é fortemente aconselhada a sua participação.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os putos que se tornam homens...

Um dos aspectos mais gratificantes de qualquer treinador de karate é, sem dúvida, acompanhar o crescimento daqueles que iniciam a prática ainda em crianças.
Quem dá aulas sabe do que estou a falar. São miúdos que convivem connosco no dia a dia e ganham o nosso afecto por se tornarem quase família.    
Os dois exemplos que aqui trago hoje são dois karatekas do Real dos quais me orgulho verdadeiramente por várias razões: João Saúde e João Fróis -  Por conviverem comigo desde crianças com dedicação e por não terem deixado morrer essa dedicação, antes pelo contrário, mostrarem uma sede de aprender humildemente. Por estarem comigo desde miúdos (as fotos são a prova real disso mesmo), treinando diariamente, sem nunca me terem desiludido. 
São hoje cintos negros, muito jovens, mas souberam guardar a humildade que sempre os caracterizou. Treinam arduamente e suportam os treinos mais duros sempre com um sorriso. Os miúdos de outrora são agora karatekas competentes que acredito, irão longe. Tenho orgulho neles e acredito também que o seu caminho no "Do" será frutuoso. Respeito-os muito pelo que foram mas essencialmente pelo que são: "putos" excepcionais e homens excepcionais. 
Obrigado por fazerem parte da vida de todos nós!



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Uma peça histórica...

Deparei, no Facebook, com um vídeo histórico colocado lá pela KASA - Associação de Karate-Do Shotokan Kase-Ha de Aveiro.
Este vídeo apresenta uma demonstração executada por dois grandes mestres da mesma escola Shoto, embora com formas de karate diferentes na minha opinião, Sensei Taiji Kase e Sensei Hiroshi Shirai. Este vídeo, de 1989, impressionou-me pela velocidade que o Sensei Kase demonstrou face a alguns ataques, também rápidos, do Sensei Shirai.
Tendo em conta a compleição física do Sensei Kase que já naquela altura aparentava uns quilos a mais, a velocidade que ele imprime às técnicas e o kime são impressionantes.
A eficácia das técnicas apresentadas é inegável. 
Deixo-vos aqui o link. Vale a pena....



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Gekisai Dai Ichi - close bunkai

http://www.youtube.com/watch?v=699mfkazD8c

Esta é uma das minhas aplicações de kata Gekisai a curta distância. Com deslocações circulares e defesas "coladas", ou seja, de entrada no início do ataque, é uma Bunkai que obriga ao "fecho" da guarda.

Espero que gostem...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O verdadeiro mestre...

O verdadeiro mestre entende, aceita, respeita. 
O verdadeiro mestre não cede a intrigas nem as gera.
O verdadeiro mestre aceita as suas falhas e esforça-se por corrigi-las
O verdadeiro mestre não instiga ao ódio.
O verdadeiro mestre aceita a sua condição de imperfeito.
O verdadeiro mestre reconhece os seus erros e não os repete.
O verdadeiro mestre ultrapassa o rancor e a ira e domina-os.
O verdadeiro mestre ganha o respeito com a honestidade e a humildade.
O verdadeiro mestre respeita a amizade entre os outros.
O verdadeiro mestre não envergonha nunca o aluno...


Apregoar sabedoria e integridade e não harmonizar as sua acções com estas qualidades é mentir aos outros e a si próprio.


O respeito ganha-se não se compra!