segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Versos para as Marchas da Ajuda...


No karate nada se muda
e tudo fica camuflado
com eleições na Ajuda
quase nada foi mudado

Sempre os mesmos no poder
sempre os mesmos a mandar
continuam-nos a f....
e nós sempre a acreditar

A vaquinha é bem gordinha
ano e ano sempre a dar
vamos mantê-la quietinha
qu´é pró leite não secar

Todos os anos pagamos
pagamos mas é pra quê?
se nem sequer, admitamos
estamos na FNK-P.

Estou-me pouco importando
que tenho pouco beneficio
mas custa-me estar pagando
para sustentar "o vício".








sábado, 17 de setembro de 2011

Então foi assim...

Nós fomos lá. Nós entrámos no edifício apesar das más caras que nos lançaram. Foi na Ajuda mas, ironicamente não temos tido nenhuma (ajuda...entenda-se).
Estamos na FNK-P há anos mas não estamos. Não somos membros... toleram-nos porque precisam do "guito" que nós lá encaixamos todos os anos. Já estou a ouvir as "vozes"... aquelas que gritam: "Injustiça! Nós trabalhamos que nos fartamos... se temos falhas é porque somos humanos!"Pois é... mas é uma característica da espécie humana aprender com os erros (aliás até os macacos já o fazem, há anos!). Se de facto se trata de um erro. Eu, como sou desconfiado (sou alentejano e não me fio no pessoal da capital!) não acredito em erros destes. Não senhor... isto é certamente, outra coisa. 
Quem é que lá estava? Os mesmos de sempre! Quem se manifestava como se nadasse em águas infestadas de tubarões mas com o comportamento do grande Tubarão Branco? Os mesmos de sempre! Eu, como sou desconhecido da maioria, passei despercebido (ou talvez não) mas eu não queria passar despercebido... 
O nosso Presidente queria manifestar o seu desagrado pelo facto de nos ser constantemente recusada a nossa admissão plena na FNK-P (Não consigo pôr isto de outra forma), mas não o deixaram... não era oportuno porque eram eleições e nós não somos membros... é irregular... muito irregular e vai contra o regulamento. Mas esperem lá... não é contra o regulamento uma Associação ao fim de 3 anos não ser admitida??? Afinal o regulamento só tem uma porta e daquelas que abrem sempre para o mesmo lado. Estamos lixados com "F" maiúsculo!
Então a nossa "delegação" foi passear até à Ajuda para quê? Para ver as mesmas caras de sempre dominarem o meio... 
A Kaizen não tem tubarões... nem sequer uma puta duma piranha para lhes fazer frente... a Kaizen tem sardinhas... das gordas que deitam muito "suco" quando ardem nas brasas e que no fim... são comidas.
Só espero que quando chegar a minha vez tenham uma caganeira descomunal e que enjoem o "molho"... mas não devo ter muita sorte. É que o mar continua infestado... e enquanto houver comida os tubarões não arredam... 

nota: os meus agradecimentos ao National Geographic pelo documentário sobre a vida marinha, onde me inspirei para fazer este post.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mas o que é que se passa com a FNK-P?

Ao que parece, a Kaizen Karate Portugal não interessa à FNK-P. Ao que parece a Kaizen é uma Associação de pouca importância e de gente de pouca importância.
Apesar de estar em pleno desempenho de funções e de ter já dado provas de uma dinâmica enorme, a Kaizen ainda não é membro efectivo da FNK-P. Porquê? Não se sabe... imagina-se mas não se sabe. O que é facto é que desde 2009 que a Kaizen está à espera de ser reconhecida e aceite na Federação numa Assembleia Geral e que, apesar de já ter havido duas, continua à espera. Porquê? Não se sabe. Uma coisa, no entanto, sabe-se - A Kaizen paga a sua inscrição anual como Associação desde o seu início. A Kaizen paga as inscrições dos seus praticantes a tempo e horas - para isso a Kaizen é recebida. Direito de voto? Não! Porquê? Não se sabe...
Como não se sabe porquê, leva-nos a imaginar coisas... teorias de conspiração.... Será porque é uma Associação com alguma dimensão... uma dimensão que "faz sombra" a algumas pessoas que aspiram a ser os maiores não admitindo "entraves" a esta aspiração? Será por "pressão exercida por alguns "mal-amados" que vivem minando mentes (fracas) para sobreviverem? Será porque "rancores" antigos toldam o discernimento daqueles que estão obrigados à isenção? Será porque estamos a mostrar aquilo que alguns não conseguem mostrar e assim, num acesso de "ciúme" doentio colocam obstáculos à admissão da Kaizen na FNK-P? Será porque elementos pertencentes à FNK-P estão "emocionalmente" ligados a outra Associação não lhes convém a nossa admissão? Ou será por grande desleixo e desinteresse numa gestão clara e honesta do que devia ser uma Federação?
Repito...não sei... são apenas teorias... se alguém tiver mais alguma que queira partilhar, "be my guest".
O que posso aqui desde já aqui afirmar é que não vejo com bons olhos a filiação dos meus alunos numa federação que me ignora e me desrespeita - porque é exactamente isto que está a acontecer - um desrespeito claro e absurdo.
500 euros de quota anual Associativa a somar às inscrições dos (muitos) alunos é, pelo menos, uma razão de peso para sermos admitidos já que o prestígio que angariámos pelo nosso próprio esforço não é levado em conta. 
Com esta atitude continuamos a não ter direito de voto, ainda... deixo aqui as questões:

FNK-P... será que vale mesmo a pena? 

Que benefícios estamos a tirar das quotas que pagamos?

Quem se sente "ameaçado" com a nossa admissão?

Onde está a isenção de um órgão que devia primar por ela?

Em nota de "rodapé" deixo aqui um comentário à proposta de aumento do Seguro Desportivo por haver grande "indíce de sinistralidade" no Karate - Este suposto índice anda onde? Provavelmente na competição. Dou aulas há muitos anos e apenas tive uma participação de seguro - um aluno que fez uma pequena fractura no dedo do pé que ficou preso na junção do Tatami. Dou aulas quase todos os dias. Sorte? Talvez. Cuidado? Certamente! No meu Dojo treina-se duro mas controladamente. O que é facto é que, a haver aumento no preço do seguro (que parece ter mesmo de haver) vamos "comer" todos. 
Como em tudo na vida há os que f...em, e os que são f....dos. Eu já estou cansado de ser dos últimos.

domingo, 11 de setembro de 2011

O Goju-Ryu na saúde dentária...

Quem tenha dúvidas sobre a versatilidade do Karate Goju-Ryu tem aqui a prova disso. Perante uma extracção difícil de um molar cariado, um karateka de renome mundial (pelo menos em Queluz de Baixo) aplica uma inovadora técnica de extracção dentária num pobre e sofredor doente.
Este doente já vinha sofrendo de dores terríveis mas, não conseguindo consulta pelos meios mais convencionais, aceitou submeter-se a esta técnica pioneira de extracção dentária.
Após a intervenção não pudemos ainda constatar o êxito da intervenção porque não conseguimos localizar o sujeito em causa.
Acreditamos no sucesso deste novo procedimento.

Uma parceria Kaizen/GNR sempre, ao serviço da saúde dentária...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A versatilidade incontestável do Karate...

Deparei agora mesmo, no Facebook, com um vídeo, publicado pelos meus amigos César Silva e João Coutinho, que me impressionou.
É um vídeo que demonstra claramente a versatilidade do Karate ao mesmo tempo que demonstra as capacidades da mente humana em não se deixar abater face a uma grande adversidade.
É um vídeo bonito porque nos dá razão quando "apregoamos" que o karaté é para todos! É mesmo para todos... os que conseguem com alguma facilidade e os outros... aqueles que mesmo condicionados por uma deficiência, conseguem fazer coisas maravilhosas como este senhor.
Esta karateka não assumiu a condição de "coitadinho do aleijadinho" e tomou uma atitude de vencedor que se confirmou com esta demonstração espectacular.

Vejam com atenção... O karaté é fascinante em toda a sua plenitude como se pode ver aqui...




De volta à actividade...

Demos início a mais uma época desportiva, no passado dia 2 do corrente mês. Embora alguns dos meus "velhos" alunos estejam a gozar umas merecidas férias, outros já começaram. 
Na classe infantil conto já com bastantes novas inscrições, o que é um bom indício. Na classe dos adultos, o regresso está, como disse, a fazer-se gradualmente.
Estou entusiasmado com o retomar dos treinos (embora com os cintos negros tenha sempre feito pelo menos um treino semanal) e espero que o "pessoal" esteja também ansioso por retomar a "batalha".
Aos que estão de férias, desejo-lhes um bom descanso que cá esperaremos por eles para os voltar a cansar... aos que já regressaram... vamos à luta! 

sábado, 27 de agosto de 2011

Uma mente viva e flexível...

Na Kaizen estamos a dar início a um tipo de encontros de Instrutores, cuja finalidade é a de “acertarmos agulhas”, ou seja, aproximarmos a nossa técnica base de modo a não haver diferenças substanciais especialmente nas katas.
Este trabalho tem sido interessante. Interessante porque, apesar de não haver grande diferença técnica, há, sem sombra de dúvida, muita diversidade de conceitos, aplicações e interpretações.
Embora a nossa escola seja comum, estamos a chegar à conclusão que os nossos "olhos" dão diferente cor ás coisas. Uma aplicação que para mim tem uma finalidade (salvaguardando todas as interpretações livres que se queiram dar), para outro instrutor tem outra completamente diferente. Isto é normal mas coloca algumas questões e já nem vou falar no que é tradicional ou não, porque essa é uma conversa já gasta - falo apenas dos aspectos de pormenor que nós levamos a vida a enfiar na cabeça dos nossos alunos porque é essa a nossa forma.
Embora sabendo que há alguma "flexibilidade" na aceitação do que é 100% correcto (porque ninguém sabe ao certo o que é 100% correcto), havendo alterações de base num determinado movimento que se treina há muitos anos, tem de haver alteração no seu significado. É confuso? Eu vou tentar explicar o que quero dizer: tomemos como exemplo a nossa kata de base Gekisai Dai Ichi. O mae geri é baixo! Sempre o treinei assim. É ao nível gedan - sempre o treinei assim. Faz parte do conceito de distância do estilo, ou não? O Goju-Ryu identifica-se com o combate a média-curta distância com particular ênfase para a curta distância. As nossas posturas mais altas reflectem esse significado - o nosso hikité próximo dos músculos peitorais também reflectem esse significado. 
Tendo em conta todos estes factores e sabendo a bunkai base desta kata porque é que alguns karatekas (e não estou a falar de principiantes - falo de cintos negros!) teimam em executar os mae-geri acima da linha de cintura e até ao nível jodan? Fica mais bonito? Recusam a aplicação base ou simplesmente "adaptaram" a kata aos olhos dos "papa-competição"?
Dizem uns que o que interessa é a postura, dizem outros que o que interessa é a finalização e dizem ainda outros que nada disto interessa - o que interessa é "estar lá a intenção".
E estamos a falar da nossa kata mais básica, se avançarmos para uma Seipai ou Kururunfa as   diferenças conceptuais são muito maiores.
Então o que fazer? Continuar a executar a técnica como sempre se fez? Modificar a nossa técnica de modo a aproximar-se da generalidade?
Durante muitos anos estive ligado à IOGKF. Enquanto lá estive as coisas estavam definidas de uma forma única e não havia discussão - tirando um ou outro pormenor, todos executavam a técnica baseada numa forma padrão, definida pelo instrutor Chefe que a recebia do Sensei Higaonna. A informação não abundava como hoje e sempre tomei como garantida a "correcção" técnica que recebia daquela associação. Durante anos foi assim. Depois, mais tarde, começam a surgir também pelo Sensei Higaonna, alterações ao que se fazia há anos. Dizia-se então que o Sensei Higaonna estava num processo de investigação e que chegara à conclusão que afinal, era assim! O tempo passa e aparece uma das mais revolucionárias formas de ver o mundo - a Internet. Os vídeos caem na rede aos molhos e, de repente, começa-se a ver o Goju-Ryu de outras associações, feito de forma diferente da nossa - sacrilégio! aquilo está errado! Nunca se fez assim! 
Não estávamos preparados para ver as coisas de outro modo mas sobretudo não percebemos ou demorámos muito tempo a perceber que a "nossa" escola era apenas, mais uma e não a única. 
Hoje, dentro da mesma associação temos diferentes "visões". Porque tivemos o privilégio de treinar com vários mestres dentro do mesmo estilo mas com escolas diferentes. Daí tirámos conceitos e até atitudes relativamente ao treino que absorvemos, aceitámos como correctas e que correspondem aos nossos próprios padrões de treino. 
Eu reconheço que não aceito muito bem a mudança - é um defeito. A mudança, desde que feita com sobriedade, é evolução - mas confesso... não gosto muito de alterar o que faço e me sinto bem  a fazer há muitos anos. Não abraço o "tradicional" porque ninguém sabe o que isso é, mas também não abraço a forma algo anárquica de "fazer evoluir" o karate. Não me interpretem mal, acredito na evolução do karate como forma do próprio karate se enriquecer, não acredito é na bandalheira.
Um dos aspectos mais gratificantes do meu treino é o facto de "começar" a perceber o próprio estilo. Estou numa fase em que me dá muito prazer descobrir as razões de ser de determinados aspectos do estilo. Quanto mais descubro mais percebo o quanto me falta descobrir porque, sempre que "levanto a ponta do véu" descubro outra ponta que me vai conduzir a novas descobertas - nunca vos aconteceu? e isto é espectacular! Como acredito que isto acontece com todos os outros instrutores, imaginem a diversidade e a catadupa de conceitos e interpretações que por aí andam! Agora imaginem a riqueza que representa a partilha de todas estas experiências e ideias! É nesse sentido que dou muito valor a estes e a outros encontros. Hoje, durante uma hora e meia que durou o treino (foi pouco tempo mas foi concentrado!) discutiram-se diferenças que até se consideraram de menor importância mas que representam, afinal, o nosso próprio cunho. 
O que posso dizer como nota final? Vou tentar manter a mente aberta e aceitar mais facilmente outras interpretações - se calhar até vai ser interessante.José Ramalho... abre os olhos!