sábado, 15 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
A Kaizen no futuro...
A Kaizen é uma Associação onde o progresso e a evolução dos seus associados são prioritários. Apesar de recente, reúne um grupo de instrutores com bastante valor e dedicados, que anseiam acima de tudo, pela preservação dos valores do karate em geral e do Goju-Ryu em particular.
Apesar de ser uma associação maioritariamente Goju, partilha com elementos de outros estilos, experiências e sessões de trabalho o que faz dela, uma associação aberta. Esta é uma norma essencial do seu regulamento bem como o aperfeiçoamento técnico dos seus instrutores.
A Kaizen tem assim, uma dinâmica de trabalho que é um exemplo. O potencial humano que dispõe é enorme e terá de ser movimentado para que a dinâmica não esmoreça ou se perca. Os jovens karatekas graduados terão de ser os impulsionadores da sua Associação. Os destinos e orientação da Kaizen têm estado nas mãos de 5 ou 6 instrutores mais antigos o que é bom e mau. Bom porque a experiência de vida é uma mais valia mas mau porque não se tem dado oportunidade dos jovens mostrarem o seu valor. Seria bom ver associados ao destino da Kaizen, rostos jovens que pudessem pôr ao serviço de todos, novas ideias e linhas de direcção, contando sempre, obviamente, com o apoio dos mais velhos.
Somos uma Associação de peso e que está a deixar marca indelével no panorama do karate nacional... aos poucos começamos a ser conhecidos e reconhecidos, mas também temos tido "ventos contrários" fruto de algumas frustrações e rancores de entidades e pessoas que, não tendo a capacidade de aceitar direcções e atitudes diferentes, tudo fazem, para minar mentalidades e colocar obstáculos ao nosso percurso. Não nos afecta... já não. O que nos afecta é a inércia e a incompetência e será contra ela que iremos (já estamos) a lutar.
Estamos no bom caminho e estamos equipados com aquilo que precisamos para o trilhar. O importante em todo este processo, são as pessoas - aquelas a quem devemos apoio mas também aqueles que precisam de nos dar apoio.
domingo, 9 de outubro de 2011
A new face of Goju...
Este 1º Retiro de Cintos Negros terminou. Foram dois dias de treino e convívio, mas, sobretudo, de absorver novas ideias.
Este evento teve como orientador o Sensei Aivaras Engelaitis, da Jundokan, na linha de treino do Sensei Masaji Taira.
Este é, sem dúvida, um Goju Ryu onde sobressaem diferenças acentuadas na concepção e execução. Com particular incidência no trabalho de cintura, esta linha Goju assenta na geração de energia pela rotação da anca que imprime potência às pernas e braços, numa eficácia incontestável.
O Sensei Aivaras tem,na minha opinião e além da sua competência técnica, a facilidade de explicar com enorme clareza bem com o de demonstrar, a eficácia das técnicas apresentadas.
Com alguma exigência do ponto de vista físico (quem olha para o Sensei Aivaras não adivinha a força e a rapidez de execução) os treinos decorreram de forma absorvente, de tal forma que não houve um único treino em que o tempo não tenha "voado".
Com 36 participantes, esta Retiro foi, na minha opinião, um enorme êxito. O convívio foi excepcional, os treinos foram alucinantes... e o Peixoto continua "contundente". O Sensei Armando Inocentes foi "impedido" de completar as sessões de treino por lesão, mas acredito que não deixou de aproveitar a qualidade dos treinos que pôde fazer.
As sessões de Cervejola também foram excelentes. Bom companheiro da boa da "jola", o Sensei Aivaras mostrou ser também bastante divertido nos convívios entre treinos.
Tivemos vários convidados: 3 colegas espanhóis, amigos do Shito e do Shotokan. O Sport Hotel da Golegã soube, mais uma vez, receber-nos com a qualidade e simpatia do costume. Desta vez pudemos usar a piscina interior que deu para recobrar do calor que se fez sentir mas também para "partir" os putos todos que, quando chegaram ao treino pareciam Koalas a roer folhas de eucalipto.
Na minha opinião este não é, definitivamente, o nosso Goju-Ryu mas é, sem dúvida um Goju eficaz e fascinante.
O espantoso deste "encontro" de Cintos Negros é que foi apenas com a kata gekisai dai ichi e algumas aplicações que se ocupou todo o programa de treinos, e o tempo... foi insuficiente!
Eu gostei muito, mas mesmo muito. Foi uma "lufada de ar fresco" em termos técnicos e um fim de semana divertido pelo agradável convívio.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Sensei Leonardo Pereira no Real...
Aceitando o meu convite para orientar uma aula aos karatekas do Real, o meu amigo e colega Sensei Leonardo Pereira, foi ontem ao nosso Dojo para cumprir a promessa.
Com "casa cheia", o Sensei Leonardo ofereceu-nos uma aula onde o kihon de base e a defesa pessoal com características do nosso estilo, foram as notas dominantes. Bastante comunicativo e interactivo, o Sensei Leonardo, usando como parceiro o André Mira, demonstrou a sua visão do Goju-Ryu que coincide no essencial com a minha própria: Competição é competição, mas não é karate pleno. O treino "marcial" ou "tradicional" (seja qual for o termo preferido) é o verdadeiro karate onde todos os recursos energéticos e técnicos podem e devem ser utilizados.
Foi uma aula onde o tempo voou, e muito interessante. Bastante ligado à perfeição técnica sem prejuízo da nossa própria interpretação do karate, o Sensei Leonardo foi bastante "didáctico" chamando à atenção para a preservação dos valores individuais, humanos e sociais.
Tivemos a visita do Sensei Nelson Gomes e da sua "comitiva" que quis aproveitar a oportunidade de treinar com o Sensei Leonardo Pereira e beneficiar também desta partilha.
Foi mais uma grande e boa experiência. Renovo aqui em meu nome e de todos os participantes na aula, os meus agradecimentos ao Leonardo pela disponibilidade e pelo empenhamento.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Educação, Liberdade e Respeito...
Sou um utilizador diário dos comboios da linha de Sintra. Cruzo-me todos os dias com pessoas de todo o tipo e atitudes. Recentemente tenho deparado com uma espécie de indivíduos cuja atitude em público me leva a pensar que nós, simples mortais, existimos apenas para os servir.
Hoje, quando regressava a casa vindo do trabalho, entrei no comboio, sentei-me, abri um livro que tem sido a minha companhia nos transportes, e absorvi-me na leitura. A dado momento, com a chegada de mais passageiros, senta-se no banco em frente ao meu mas ao lado, um jovem que rondaria os seus 17/18 anos. Boné de lado, calças descaídas a mostrar o cu, headphones enfiados nas orelhas. Até aqui, embora repare nestes pormenores, não dei muita importância. Eis que o raio do puto se "esparrama" no banco e abre as pernas como se estivesse na sua própria cama, invadindo o exíguo espaço que me estava reservado. Não contente com isto levanta uma pata e apoia o "casco" enfiado num nojento sapato de ténis no banco da frente (ao lado do meu) repousando a sua perninha cansada, provavelmente de estar o dia inteiro sentado no sofá a "dedilhar" Playstation, à minha própria perna, essa sim, legitimamente cansada de um dia inteiro de trabalho .
Ora se fosse um elemento do sexo oposto, talvez tirasse algum prazer da situação, o que não era o caso... o chavalo, além de ser "chavalo", era repulsivo.
Eu normalmente até costumo ver, ouvir e calar. Quando não gosto de determinado tipo de atitudes (especialmente aquelas em que o respeito desta gente é directamente proporcional à sua inteligência), até costumo ignorar. O que se passa é que aquele jovem "animal" não deve ter sido habituado a respeitar o espaço dos outros, talvez por ter pais permissivos demais que o tenham mimado ao ponto de não ter em conta a liberdade e os direitos dos outros.
É como digo... até costumo "comer e calar". Acontece que hoje tive um dia lixado no trabalho... vinha cansado e um pouco irritadiço, confesso. Então resolvi dar uma palavrinha ao "bichinho", ainda educadamente - "Não se importa de se chegar um pouco para lá porque não me consigo mexer?" - embora a minha vontade fosse dizer: "Ouve lá ó animal, foi isso que te ensinaram lá em casa? Não tens outro sítio para pôr as patas?" - mas não... até fui educado. Resposta daquela "amiba": "Qual é problema, sô?" (Só pela "construção" da frase vê-se logo o tipo de bicharoco que ali estava.) - Pois é malta... raramente me salta a tampa mas hoje... foi o dia! Guardei "calmamente" o livro no saco que trazia comigo e então fui MUITO MAIS EXPLÍCITO! A razão porque isto está em maiúsculas é porque as coisas azedaram um pouco. Eu tenho muitos cabelos brancos o que leva a crer a estes gajos que sou um "velhote" daí que encham o peito de ar a assemelhar-se ao perú que trincho no Natal, e tentem ir mais além. Não...não fui violento nem passei à acção física embora até apetecesse, mas "verbalizei" de tal forma e em tal tom que até me assustei a mim próprio. Já viram "O Exorcista"? - Foi tal e qual mas sem o vómito. Enfim... a "discussão" durou até à estação de Benfica onde aquele "objecto" se despejou, não sem antes se dirigir, pelo lado de fora, à janela onde estava o meu lugar e largar uma série de "ataques verbais" numa língua estranha, produto do cruzamento entre o crioulo e o parvalhês.
Já de manhã tinha vindo o caminho todo a "gramar" um indivíduo, de telemóvel na mão, a ouvir uma coisa que se situa entre os tambores da selva Amazónica e a matança de um porco, mas sem usar headphones (parece ser moda entre algumas etnias) partilhando o "sofrimento" com toda a gente que ia no comboio e estando-se a cagar (desculpem o termo, mas tem de ser) para os diferentes gostos musicais de cada um, mas especialmente da hora da manhã em que a malta ainda vem um pouco a dormir.
O que será que se passa com esta gente?Estamos cá todos para os servir? Digam lá... uma chapada no focinho aqui não ia mesmo a calhar? Não era pedagógico? Não será a única forma destes "merdosos" entenderem que o mundo é de todos? Ah é a irreverência da juventude, dirão os mais permissivos - eu chamo-lhe falta de respeito e de educação além de ser um atropelo à liberdade dos outros. É que se o puto até tivesse retirado a perninha e não tivesse aberto o bico, as coisas ficavam assim... mas não... esta malta tem de "avacalhar" e depois dá nisto. O problema aqui é que, se as coisas aquecem de tal modo que o puto parte para a "física" é uma chatice... um gajo dá-lhe uns tabefes ou enfia-lhe o pé pela boca dentro, e o que é que acontece? Tem problemas porque é um jovenzinho, menor de idade, e vai ficar traumatizado... e eu fico "legalmente" fodido! (hoje estou um bocado ordinário, mas estou empolgado!)
Pois é. Se me estás a ouvir ó puto ranhoso, não te fies nisso. Se tiveres que levar com um pé na focinheira, levas mesmo - isto é verdadeira pedagogia... daquela que não consta nos manuais - mas muito eficaz!
Desculpem o desabafo, mas como já referi...hoje estou irritadiço!
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Karate é karate...excepto quando não é!
Não me levem a mal... eu respeito todos. Karate é karate...excepto quando não é karate! Eu passo a explicar: assisti a uma demonstração de karate que teria, entre outras coisas, a finalidade de divulgar a arte. Ora bem... eu gosto de pensar que pratico karate... pelo menos ando nisto há alguns anos. No entanto alguém me disse há algum tempo que um gajo que é mau carpinteiro, se continuar na profissão, com o passar do tempo, será um experiente mau carpinteiro. Sendo assim deixo aqui esta reserva - posso andar nisto há algum tempo mas não ser bom "carpinteiro", mas...acho que ainda sei reconhecer as virtudes da arte que abracei há mais de duas décadas. O que vi naquela demonstração foi uma forma artística com "notas"de karate.
Não tenho nada contra as katas musicais nem contra os mawashi´s em círculo ao estilo Jean Frenette - acho até engraçado, mas qualquer semelhança com karate é pura coincidência. Posso ter assistido a uma demonstração preparada para ser um entretenimento e não tenho nada contra isso, se assim for. Agora se aquele é o karate "diário" de um Dojo, vão-me desculpar mas não vejo utilidade nenhuma naquilo e a eficácia, a meu ver, é duvidosa.
Quando se demonstra o karate, pelo menos comigo é assim, deve-se mostrar aquilo que é a sua essência - o trabalho de concentração, uma kata executada com todos os ingredientes e um kumite onde sobressaia a eficácia se aplicado em toda a sua pujança. Uma demonstração onde todos os intervenientes saltitam constantemente e aplicam uma espécie de "tsukis" ao som de música, é unicamente espectáculo e se assim for, tudo bem, ficamos com o espectáculo, mas é divulgação de karate? Penso que não.
Há, no entanto, lugar para todos. Se aquele é o karate com o qual as pessoas se identificam, óptimo! Para as crianças pode até ser útil porque tem uma componente ludica válida e aí, tudo bem, mas é pena se ficar por ali... tem de haver mais qualquer coisa.
Voltamos aqui à eterna questão: Estará o karate onde a espectacularidade se impõe à eficácia, a assassinar barbaramente o karate tradicional?
Quando assisto a demonstrações deste tipo fico a pensar se serei eu que estou no caminho errado, porque é o que se vê mais.
Não estou aqui a censurar outras visões e posturas relativamente ao karate
Uma coisa é certa... quando vou assistir a uma demonstração de karate, estou à espera de ver karate. Não se trata de uma questão de fidelidade ao estilo porque já vi excelentes demonstrações de karate de estilos diferentes do meu onde se mostrou verdadeiro karate.
Aquilo foi...bem...foi qualquer coisa, mas karate... duvido!
Aquilo foi...bem...foi qualquer coisa, mas karate... duvido!
sábado, 24 de setembro de 2011
Ontem decorreu uma "guerra" Norte-Sul que, ao que parece, foi transmitida pela TV. Refiro-me ao Benfica-Porto, é claro.
Sempre que isto acontece a afluência aos treinos diminui consideravelmente e foi o que aconteceu ontem. Com a classe reduzida a 6 "resistentes" resolvi trabalhar a kata Kururunfa ao pormenor.
Como éramos poucos, deu para corrigir alguns pequenos erros de execução e, ao mesmo tempo, trabalhar os movimentos de transição entre técnicas.
Kururunfa é uma kata que gosto particularmente pela sua forma fluída mas forte, pelo que foi de grande agrado meu quando a "resposta" do meu pessoal a este trabalho foi muito boa.
Dissecámos a kata, repetindo várias vezes o mesmo movimento, transmitindo sensações e regras que fazem da Kururunfa uma das katas mais belas do sistema Goju.
O tempo passou de tal forma que ninguém se apercebeu que já passava da hora do fim do treino, o que é prova da atmosfera de treino que se gerou.
Gostei da forma com o tempo passou porque revela o espírito de partilha e descoberta que ali predominou.
Fomos poucos mas bons... e sempre tivemos um resultado melhor que o Benfica e o Porto, porque nós...ganhámos!
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