domingo, 25 de dezembro de 2011

A Família está sempre primeiro...

Há alturas na vida em que nos sentamos a pensar naquilo que fizemos ao longo da nossa existência. Os deveres do Homem que deverá cumprir durante a sua vida: Plantar uma árvore, escrever um livro e fazer um filho, para mim, resumiram-se no bisar do terceiro dever. Talvez porque não tenho tempo nem paciência para escrever um livro e nunca fui muito bem sucedido a plantar fosse o que fosse (nem consegui manter um pequeno Bonsai que adquiri há uns tempos e que lutou com bravura, sozinho, para se manter vivo, não tendo sido bem sucedido no final).
Assim, fiquei-me pela parte dos filhos. Tenho dois. Penso que assim, repetindo a façanha, compensei de alguma forma a "falha" nos deveres omissos.
De qualquer modo, sinto que os filhos foram, de facto, uma obra muito bem sucedida. São dois belos "moços" com princípios, lutadores e inteligentes (esta foi a minha herança... junto com a modéstia). 
Sempre os admirei por serem aquilo que qualquer pai desejaria. Foram sempre motivo de orgulho e nunca nos deram preocupações para além daquelas que são normais quando se cria um filho. São hoje pessoas bem sucedidas na vida, encaminhadas nas suas escolhas profissionais e muito "chegados" à família. Posso dizer que sou membro de uma família relativamente grande que, à parte aquelas pequenas coisinhas, se mostrou sempre unida. Foi sob o lema "A Familia está sempre primeiro", instituído pelos meus pais que me tenho regido ao longo da minha própria vida. Tenho 3 irmãos dos quais me orgulho também, e que se regeram sempre por este lema. Todos temos "feitios" diferentes mas todos nos harmonizamos. e principalmente... conseguimos transmitir aos nossos filhos que este lema deverá ser sempre presente - A FAMÍLIA ESTÁ SEMPRE PRIMEIRO. 
Não sou cristão nem crente em religião nenhuma. Nunca acreditei em "entidades divinas" de ordem alguma. Não sendo religioso não posso deixar de reconhecer que, a altura do Natal é uma ocasião especial. Não pelo "fundo" religioso da coisa, mas pelo espírito de união entre as famílias que é levado ao seu expoente máximo, nesta altura. O ser humano é dotado de emoções que, em condições especiais, se expandem contagiando os outros. Passei a consoada ontem, junto de família. Esposa, filhos, irmão, cunhada e sobrinhos. É bonito poder ver a harmonia que existe entre os nossos filhos e os seus primos - como se de irmãos se tratasse - e podemos assim reconhecer que a mensagem que recebemos dos nossos pais, foi bem encaminhada. 
A Família está sempre primeiro - não precisamos mais de os lembrar! É uma regra assumida e respeitada. Estou a alguns meses de me tornar avô. Acredito que aquele ou aquela que irá aumentar a nossa família será educado(a) com esta regra como base. Porque tem de ser. Porque é fundamental. 
Avizinham-se tempos difíceis. Todos vamos ter de ser fortes e fazer sacrifícios porque não vai ser fácil. Agora, mais do que nunca, devemos elevar o conceito que nos tem mantido unidos - A Família está sempre primeiro. A Família estará sempre primeiro... aconteça o que acontecer.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Os 60 Anos de um grande Clube...


 O Real Sport Clube comemorou ontem os seus 60 anos. A cerimónia desta comemoração teve lugar no Centro Lúdico de Massamá e contou com a presença do Secretário de Estado do Desporto, do (ainda) presidente de Federação Portuguesa de Futebol Gilberto Madaíl e do vice presidente da Câmara municipal de Sintra, entre outros.

Com um auditório cheio, o Centro Lúdico serviu também de palco a uma justa homenagem. O Sr. José Pereira Libório foi homenageado pelo seu trabalho em prol do Real e da comunidade onde este grande Clube se insere. José Libório foi, sem sombra de dúvida, o grande impulsionador do Clube. O Real é o que é devido ao seu incansável presidente. Ganhou prestígio e é hoje um clube admirado pela sua integridade e pelo seu sucesso.
Como responsável pela classe de Karate foi com enorme prazer que me juntei ontem às comemorações acompanhado pelo presidente da Kaizen, João Ramalho, que foi também convidado.
A classe de karate do Real deve muito a José Libório. Nunca se poupou a esforços para apoiar as classe gìmnicas estando sempre atento às suas necessidades. Dono de um grande coração e pessoa afável, José Libório é e será sempre, o Presidente do Real Sport Clube. 
Todos os que usaram da palavra ontem foram unânimes - O Real estará sempre ligado a José Libório e o seu trabalho nunca será esquecido. 
Aproveitando esta efeméride, foram entregues os emblemas de prata e ouro, aos sócios com 25 e 50 anos.
Foi também apresentado o novo site ( http://www.realsportclube.com/) agora mais intuitivo e moderno, com pesquisa mais facilitada e dinâmica, que convido a visitarem.

Aproveitando esta data, gostaria de endereçar aqui à direcção do Real todo o apoio que temos tido tanto na aquisição de material como de ajuda na organização de eventos, tendo mostrado sempre uma abertura que é fundamental para que o nosso trabalho seja mais produtivo.

Parabéns REAL SPORT CLUBE!

domingo, 4 de dezembro de 2011

O poder da mensagem...

Ser administrador de um blog é dispor de uma forma de emitir opiniões e expô-las. Isto tem a vantagem de se partilhar ideias. A internet é um meio fascinante de partilha que tem os seus inconvenientes.
Numa das ultimas postagens do blog "karate-do.pt" do Sensei Armando Inocentes, acusava ela a cobardia dos comentários anónimos de que tinha sido alvo (embora eu tivesse procurado no referido blog esse comentário, não o encontrei). Esta forma de manifestar opiniões onde se esconde a identidade de quem a emite é comparável aqueles que, desagradados com alguém, esperam que ele se ausente para riscar o carro - um acto de cobardia sem efeito prático. Digo sem efeito prático porque alguém que não se identifica não tem moral para ser levado a sério. Não estou a escrever isto em defesa do Sensei Armando por duas razões: A primeira, porque ele já mostrou saber defender-se sem precisar de ajuda e a segunda, porque eu próprio já fui "vítima" de comentários anónimos (porque será que só os comentários desagradáveis são publicados por anónimos?). 
Quando se publica qualquer coisa num blog tem de esperar todo o tipo de reacções - as boas e as más - mas é suposto ser assim mesmo, senão o a discussão terminava, a "polémica" do tópico morria, e instalava-se o tédio. Não é essa a missão do blog. A missão de um blog é comunicar e interagir. Eu considero positivas todas as mensagens deixadas no blog que administro (este mesmo), positivas desde que o seu autor se identifique. Não posso nem quero "brandir armas" com adversários invisíveis ou camuflados porque se assim fosse, ia para Ninja.
Compreendo no entanto, a indignação de quem escreve, e vê comentada de forma jocosa e/ou depreciativa a sua publicação. Não é justo nem sério. 
Quem se esconde tem algo a esconder - diz o povo - e não deve ser levado a sério, ora é para ser levado a sério que, certamente, tal personagem faz o comentário, logo existe aqui uma contradição.
Bem, o que quero dizer é que comentem - dizendo bem ou mal - mas com uma condição: mostrem ter tomates para assumir a polémica que pretendem gerar. "Quem tem telhados de vidro, não deve arremessar pedras" (não sei se é assim o ditado, mas fica a ideia).
Já repararam que os autores dos artigos dos seus blog´s não demonstram medo quando publicam? E já pensaram que são eles que expõem claramente as suas ideias e abrem portas a quem deseje comentar? Não é honesto, isto? Então onde está a honestidade de "responder" escondido atrás das "cortinas"? Vá lá gente... comentem à vontade mas mostrem que os têm no sítio e assumam, como nós, as vossas posições, identificando-se sem medo... vou deixar aqui um provérbio ligeiramente "alterado" para caber nesta conversa: "Dos cobardes não reza a História!"
Abraços "frontais e honestos" para todos...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Graduações e mais graduações...



Na última postagem feita pelo meu amigo João Ramalho no seu blog, colocava ele uma questão pertinente:
Tendo em conta que alguns instrutores se dedicam única e exclusivamente à competição, negligenciando o treino de Kata tradicional (o termo é para diferenciar apenas do shitei kata) e alguns outros componentes do treino, como é que se processariam os exames de graduação a estes karatekas? 
A questão além de pertinente, é um alerta, a meu ver, para aqueles que "vivem e respiram" competição. Estes treinadores tem todo o mérito por serem formadores de karatekas de competição, alguns com grande sucesso, mas que são apenas competidores a partir da altura em que o seu treino se resume a isso. Compreendo que os treinos de competição sejam bastante absorventes deixando pouco tempo livre para treinar o karate tradicional, mas isso é um problema a resolver, a meu ver, pelo treinador. Agora, fazer um exame de graduação a dois karatekas - um que faz o treino total de karate com todos os seus componentes e outro que apenas faz kumite de competição - e atribuir uma graduação igual, não concordo. O Karate não se "vende às fatias", é um todo. É uma disciplina que envolve muitos conceitos e muitas vertentes que se interligam. É uma disciplina que requer o envolvimento total do karateka na aquisição de novas técnicas e no aperfeiçoamento das já adquiridas. O arsenal técnico do karate "completo" promove a multi-adaptação a várias situações de combate que não se revêm só na competição, na minha modesta opinião. Promover dois sistemas de graduação é dividir o karaté em dois. Então o que fazer? Na minha opinião, o programa de exames deve ser único e intocável. Se o karateka deseja fazer competição, que o faça mas sem prejuízo do seu treino dito tradicional, com todas as componentes que o constituem e que participe num exame de graduação onde lhe seja exigido tudo o que faz parte do programa de avaliação. 
Opinião pessoal, nada mais...

domingo, 27 de novembro de 2011

Baú de recordações...

Esta foto remonta a 1989 algures na Caparica, num daqueles treinos de praia que o pessoal do Clube Atlético de Queluz fazia.
Normalmente a um Domingo de manhã, lá íamos nós (de transportes públicos... carrinho era para os ricos) fazer um treininho com vista para o mar. Normalmente, no final, ia tudo ao banho com o karate-gi vestido e tudo. 
Nesta foto resolvi executar um yoko tobi geri, porque era obrigatório ter uma foto a fazer isto (quem é que não tem uma destas?) contra um "arrepiado" António Corral. A "crista" que estou a exibir na foto deve-se ao vento e não à promoção do filme Tintin. 
Bons tempos... bons amigos... boas recordações. 

sábado, 26 de novembro de 2011

Os Leões e as Águias...

Vai ser levado a cabo o muito falado "derby" entre o Sporting e o Benfica. Sempre que estes dois grandes clubes se encontram, dispara a polémica. Desta vez é a "rede" colocada na área onde os sportinguistas vão assistir ao jogo, com a finalidade de conter qualquer arremesso ou invasão para a área dos adeptos benfiquistas.
Um jogo de futebol é um espectáculo. É para assistir ao espectáculo que as pessoas se deslocam aos estádios, no entanto, misturadas nestas pessoas, vão sempre indivíduos com um grau de fanatismo tal que nada os detém para "estragar a festa". Todos sabemos isso e sempre, mas sempre, acontecem incidentes. 
Ouço constantemente as pessoas lamentarem-se de não poderem levar os filhos aos estádios devido ao risco elevado de agressão ou tumulto. A polícia tem a ingrata missão de conter qualquer "perturbação" que aconteça. Ingrata porque tem de usar os meios mais indicados para o efeito mas sem esquecer as objectivas dos jornalistas e as menos objectivas críticas que estes profissionais "atiram" sempre que a autoridade tem de usar a força.
Está aqui uma polémica que acho ser descabida - as redes são necessárias para que se possa assistir ao espectáculo sem receio de levar com um objecto na cabeça. Acabei de ver uma reportagem na TV perto do Estádio da Luz em que a jornalista relatava o facto de alguém, enquanto ela dirigia a reportagem, ter arremessado na sua direcção um garrafa. Não tenhamos dúvidas... anda por aí uma "classe de indivíduos" que não gosta de futebol - é fanática e irresponsável e põe em risco a integridade física de quem apenas quer desfrutar de um bom jogo. Comportem-se com o civismo que o jogo e as pessoas merecem.
E depois dizem que o karaté é um desporto violento...

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Artistas???

Sou praticante de uma arte marcial. A ser verdade, sou um "artista" marcial, correto? E todos os praticantes da "arte" são, por definição, artistas.
Ora bem. Eu gostava de ser escultor. Agarro num bloco de pedra e num cinzel e toc...toc...toc... começo a "lascar" o bloco segundo a minha visão. Estou a imaginar uma figura feminina em pose sensual expondo toda a sua aura de feminilidade. Toc...toc...toc... demorei dois anos mas finalmente a escultura está pronta. Ali está ela... tal e qual eu imaginava: Perfeita. Não hesito em expô-la porque quero partilhar a minha "arte". circulo pela "galeria" e ouço os comentários dos que observam a minha obra: - Mas que merda é esta? - diz um sujeito, em voz baixa, para o amigo que o acompanhava. "Isto é horrível"  - diz uma rapariga ao namorado. e foi assim durante toda a exposição. A minha "escultura" não agradou a ninguém e eu não percebia, afinal eu era um artista, eu tinha iniciado a prática da arte da escultura. Porque é que ninguém me disse que, para se ser artista, tem de se ter talento para produzir uma obra de arte, não bastando "fazer".
Assim sendo, porque é que praticamos uma "Arte Marcial" ? Até porque se observarmos bem nem sempre é Arte e quase nunca Marcial porque este ultimo termo tem a ver com a guerra (independentemente da filosofia de alguns que reclamam o termo com sendo uma guerra consigo próprios).
Então a expressão "Arte Marcial" está correta? Se calhar não. Então como lhe vamos chamar? Forma de combate? Desporto de combate? Não sei. Eu chamo-lhe apenas Karate e não o insiro na categoria de Arte Marcial porque não sou artista. Sou apenas praticante. Quando muito tenho a aspiração a ser artista, sendo o mais provável nunca o vir a ser. 
Artista Marcial é coisa que não existe, na minha opinião. Somos praticantes de karate, iniciados, o que quiserem... artistas? Hummm...não me parece.